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Igreja funciona dentro de um “trailer” em Ribeirão Preto

Na cidade de Ribeirão Preto é possível encontrar uma igreja evangélica funcionando dentro de um quiosque de alvenaria chamado no bairro João Rossi de trailer.
Neste trailer funcionava antes uma lanchonete, mas nos últimos sete anos passou a ser usado como um templo da Igreja Internacional da Graça de Deus, tendo a pastora Maria Aparecida dos Santos Conga, 59 anos, como a responsável pelos cultos.
O trailer tem 20 metros quadrados e recebe no máximo 30 pessoas sentadas por culto, a maioria dos frequentadores acompanha a pastor Cidinha, como é chamada, há muito tempo.
É ela a responsável pelos três cultos que acontecem por semana no trailer, Cidinha recebe a admiração dos fiéis que relatam o carisma e a forma alegre como ela conduz os trabalhos da pequena igreja.

Não há bandas que acompanham o culto, o momento de louvor do trailer é feito com acompanhamento de um rádio. Os participantes conhecem as canções e fazem um grande coro adorando a Deus.
Cidinha conhece pelo nome cada um dos 30 fiéis que participam dos cultos e recebe com carinho os que visitam o trailer pela primeira vez como foi o caso do eletricista Valdinei Eliazibi, 28 anos, que se mudou do Paraná para Ribeirão Preto há pouco tempo.
O homem sentiu a necessidade de se aproximar de Deus para pedir ajuda e conseguir um emprego na nova cidade e ficou encantando com a igreja que lhe acolheu. “Chama a atenção. Ainda mais com o carisma da pastora”, disse ele em entrevista a EPTV, transmissora da Globo na região.
Antes de iniciar as pregações no pequeno local, Cidinha fazia cultos na Escola Lygua Latuf Salomão, o bairro João Rossi é tipicamente residencial e não pode ter prédios comerciais, os produtos como lanches e outros são feitos exclusivamente em trailers como este onde hoje está locada uma igreja.
“As outras igrejas que usavam a escola conseguiram comprar seus terrenos. Para mim, a solução foi o aluguel”, disse a pastora Cidinha que não revela o valor pago pelo espaço. Para poder quitar com o valor mensal do aluguel, ela realizada bazares e usa também o dinheiro do dízimo arrecadado entre os frequentadores da igreja.
Apesar de estar no trailer há sete anos, Cidinha gostaria de ter um espaço maior para receber os mais de 100 fiéis que ela calcula ter. “Alguns vêm na terça, outros na quinta e outros no domingo. Além disso, o bairro tem muito rodízio de pessoas. Muitos chegam e outros se mudam daqui. Sempre tem gente nova na igreja. Então, a sensação é que estou sempre começando, o que me dá estímulo para entender o que elas estão buscando”.
Quando não está pregando e atendendo os fiéis pelo telefone, Cidinha é cabeleireira e atende seus clientes em casa. Só quando termina o trabalho é que ela estuda a Bíblia preparando a mensagem para pregar durante a noite.

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